Ensino médio poderá ter currículo flexível e maior duração
05 de maio de 2011
O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou na quarta-feira as novas diretrizes curriculares para o ensino médio. Elas não eram revistas desde 1998. O relatório, que agora segue para homologação do ministro Fernando Haddad, prevê maior flexibilização do currículo e abre a oportunidade de ampliação da carga horária do ensino médio para além dos atuais três anos. O relatório mantém a carga horária mínima de 2, 4 mil horas no ensino médio, mas abre espaço para que a sua duração seja ampliada caso haja interesse das escolas de oferecer conhecimentos e atividades além das consideradas obrigatórias. Essa recomendação tem peso especial no caso do ensino médio noturno que, em geral, oferece uma carga horária menor do que aquela dada a estudantes do turno matutino. O relatório indica que essa duração deve ser ampliada e coloca como uma opção a oferta de 20% da carga horária na modalidade ensino a distância. Sugere também que se necessário o ano letivo seja estendido para além dos atuais três anos. As novas diretrizes indicam que a escola deve trabalhar a formação a partir de quatro eixos básicos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura. O currículo pode enfatizar um desses temas, mas deve incluir todos eles. A ideia é tentar flexibilizar o modelo curricular segmentado oferecido pelas escolas hoje, tradicionalmente dividido em disciplinas que não se relacionam durante o aprendizado. "A essência dessa proposta é a definição de uma identidade para o ensino médio. O ensino médio tem que ser entendido como a última etapa da educação básica e, por isso, tem que preparar para a vida. Para isso, ele tem que ser capaz de trabalhar simultaneamente com essas quatro dimensões", disse o relator do parecer, José Fernandes de Lima. O conselheiro ressalta que, ao mesmo tempo em que é preciso estabelecer uma identidade para a etapa, a organização dela precisa ser flexível não apenas para atender às diversidades regionais, mas ao próprio público do ensino médio. "Os estudantes do ensino médio são pessoas que só estudam, ou que trabalham, ou que estudam e trabalham. São do campo ou da cidade, são pessoas de 15 anos a 17 anos de idade, mas também mais velhas", afirmou. Para Lima, há várias experiências de ensino médio bem sucedidas, mas elas não são organizadas de forma sistemática. O foco das novas diretrizes é dar autonomia às escolas para que possam atender às necessidades de cada público. As recomendações do CNE não têm força de lei, mas servem de orientação para a organização de escolas públicas e particulares de todo o país
sexta-feira, 6 de maio de 2011
AUMENTO DA CARGA HORÁRIA NAS ESCOLAS
Senadores aprovam projeto que aumenta carga horária nas escolas
03 de maio de 2011 •
A reunião da comissão foi presidida pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR)
Os senadores aprovaram nesta terça-feira, em reunião da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, projeto que aumenta de 800 para 960 horas a carga horária mínima anual para o ensino básico. A comissão também aprovou, em votação de turno suplementar, o projeto de lei que aumenta a frequência mínima exigida para aprovação nas escolas de 75% para 80% do total de horas letivas. As propostas, que foram aprovadas em caráter terminativo (quando não há necessidade de votação no Plenário), devem passar agora para votação na Câmara dos Deputados. Os projetos de lei são de autoria do então senador Wilson Matos. Segundo a comissão de Educação, o projeto que prevê o aumento da frequência já havia sido analisado pelos senadores no dia 26 de abril, mas por ter sido aprovado na forma de um substitutivo (com mudança no texto original) teve de ser analisado em turno suplementar. Projeto original estabelecia o aumento de 75% para 85% do total de horas letivas, percentual que, segundo o relator Inácio Arruda (PCdoB-CE), poderia impor ao estudante trabalhador um "entrave intransponível à sua formação pessoal". De acordo com o texto aprovado, "o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de oitenta por cento do total de horas letivas para aprovação". Na outra proposta, a elevação da carga horária anual pode ser feita com o aumento do turno diário ou por meio da ampliação do número de dias com aula nas escolas.
03 de maio de 2011 •
A reunião da comissão foi presidida pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR)
Os senadores aprovaram nesta terça-feira, em reunião da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, projeto que aumenta de 800 para 960 horas a carga horária mínima anual para o ensino básico. A comissão também aprovou, em votação de turno suplementar, o projeto de lei que aumenta a frequência mínima exigida para aprovação nas escolas de 75% para 80% do total de horas letivas. As propostas, que foram aprovadas em caráter terminativo (quando não há necessidade de votação no Plenário), devem passar agora para votação na Câmara dos Deputados. Os projetos de lei são de autoria do então senador Wilson Matos. Segundo a comissão de Educação, o projeto que prevê o aumento da frequência já havia sido analisado pelos senadores no dia 26 de abril, mas por ter sido aprovado na forma de um substitutivo (com mudança no texto original) teve de ser analisado em turno suplementar. Projeto original estabelecia o aumento de 75% para 85% do total de horas letivas, percentual que, segundo o relator Inácio Arruda (PCdoB-CE), poderia impor ao estudante trabalhador um "entrave intransponível à sua formação pessoal". De acordo com o texto aprovado, "o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de oitenta por cento do total de horas letivas para aprovação". Na outra proposta, a elevação da carga horária anual pode ser feita com o aumento do turno diário ou por meio da ampliação do número de dias com aula nas escolas.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Os 10 mandamentos do professor.
1. Planeje suas aulas tendo em mente que muitas vezes este planejamento pode ser alterado. Seja flexível e criativo.
2. Procure conhecer de perto seu aluno, pois suas aulas dependem deste conhecimento prévio. Não adianta falar em alimentação saudável para aqueles que não tem o que comer em casa.
3. Faça tudo muitas vezes, repita sempre que necessário e das mais diversas formas, atento a tudo e a todos.
4. Estude muito, para poder ensinar bem. Somente quem sabe o que está falando consegue mediar o conhecimento com segurança.
5. Coloque-se no lugar do aluno quando estiver idealizando suas aulas. Pense no quanto deve ser cansativo ficar horas ouvindo e ouvindo.
6. Estabeleça prioridades na sala. A partir de onde eu começo? Quais as dificuldades mais eminentes?
7. Pesquise em várias fontes, pesquisar é a palavra de ordem.
8. Use vários métodos de trabalho, pesquisa em grupo, aulas expositivas, seminários, roda de conversa.
9. Não tenha vergonha de pedir ajuda sempre que precisar. Professor bom é aquele que jamais fica com uma dúvida para si mesmo.
10. Registre, registre e registre. O professor precisa acostumar-se a registrar as coisas boas que realiza em sala e divulgar sempre!
Leila Bambino (Educadora e Psicopedagoga Clínica
1. Planeje suas aulas tendo em mente que muitas vezes este planejamento pode ser alterado. Seja flexível e criativo.
2. Procure conhecer de perto seu aluno, pois suas aulas dependem deste conhecimento prévio. Não adianta falar em alimentação saudável para aqueles que não tem o que comer em casa.
3. Faça tudo muitas vezes, repita sempre que necessário e das mais diversas formas, atento a tudo e a todos.
4. Estude muito, para poder ensinar bem. Somente quem sabe o que está falando consegue mediar o conhecimento com segurança.
5. Coloque-se no lugar do aluno quando estiver idealizando suas aulas. Pense no quanto deve ser cansativo ficar horas ouvindo e ouvindo.
6. Estabeleça prioridades na sala. A partir de onde eu começo? Quais as dificuldades mais eminentes?
7. Pesquise em várias fontes, pesquisar é a palavra de ordem.
8. Use vários métodos de trabalho, pesquisa em grupo, aulas expositivas, seminários, roda de conversa.
9. Não tenha vergonha de pedir ajuda sempre que precisar. Professor bom é aquele que jamais fica com uma dúvida para si mesmo.
10. Registre, registre e registre. O professor precisa acostumar-se a registrar as coisas boas que realiza em sala e divulgar sempre!
Leila Bambino (Educadora e Psicopedagoga Clínica
O Conselho de Classe
O conselho de Classe é um instrumento de grande valor para a reflexão da prática pedagógica e do trabalho docente de uma escola. É também o espaço adequado para se fazer observações sobre avanços e dificuldades do aluno, por disciplina. É um momento oportuno para uma auto-avaliação também. Geralmente, o professor usa esse momento para queixas ou acusações contra aqueles alunos mais "trabalhosos", entretanto, esse é um momento para avaliar até que ponto a metodologia utilizada está sendo eficaz. Discutir e avaliar com a equipe as possibilidades de fazer mudanças significativas para melhorar as condições de ensino em decorrência dos resultados obtidos. O Conselho de Classe poderá se constituir num espaço importante para o levantamento de indicadores relevantes da praxis educacional e até para repensar a organização da escola.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
EDUCAÇÃO ESPECIAL - TIRA DÚVIDAS
• O QUE É EDUCAÇÃO ESPECIAL?
Educação Especial é uma modalidade de ensino que visa promover o desenvolvimento das potencialidades de pessoas portadoras de necessidades especiais, condutas típicas ou altas habilidades, e que abrange os diferentes níveis e graus do sistema de ensino. Fundamenta-se em referenciais teóricos e práticos compatíveis com as necessidades especificas de seu alunado.
• O QUE É ESCOLA INCLUSIVA?
Na Escola Inclusiva o processo educativo deve ser entendido como um processo social, onde todas as crianças portadoras de necessidades especiais e de distúrbios de aprendizagem têm o direito à escolarização o mais próximo possível do normal. O alvo a ser alcançado é a integração da criança portadora de deficiência na comunidade.
• QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS RESISTÊNCIAS PARA A INCLUSÃO?
Tanto no âmbito escolar, profissional, familiar como em outros setores, as principais resistências têm como origem o preconceito, a falta de informação e intolerância a modelos mais flexíveis.
O medo do novo, do desconhecido nos educadores tem origem na formação acadêmica a qual não os habilitou para o trabalho com a diversidade, nem tão pouco o engenheiro que projetou um prédio sem rampas, e demais profissões que não preverão uma sociedade para todos.
Durante muito tempo a Educação Especial funcionou com um sistema paralelo e não como parte integrante do sistema geral de educação e ela mesmo foi criando um mito de que é muito difícil trabalhar com o educando portador de necessidades educacionais especiais. Sabemos que não é fácil, mas não exige nenhuma “hiper estrutura” nem nenhum “super educador”.
• QUAIS AS VANTAGENS DA INCLUSÃO PARA UM EDUCANDO SEM DEFICIÊNCIA ESTUDAR JUNTO COM UMA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA?
O desenvolvimento da consciência de cidadania não pode restringir-se à questão de direitos e deveres das pessoas em geral, mas deve abranger as questões referentes aos grupos excluídos ou rejeitados pela sociedade. A escola, enquanto agente que educa crianças, jovens, adultos e idosos, precisa oferecer oportunidades para este tipo mais abrangente de formação de cidadãos. Mais do que isso, a escola precisa oferecer oportunidades de desenvolvimento de comportamento e atitudes baseados na diversidade humana e nas diferenças individuais dos seus alunos.
Quando os educandos dos mais diferentes estilos estudam juntos, podem se beneficiar com os estímulos e modelos comportamentais uns com os outros. O ser humano necessita passar por esse tipo de experiência para se desenvolver integralmente.
A convivência na diversidade humana pode enriquecer nossa existência desenvolvendo, em variados graus, os diversos tipos de inteligência que cada um de nós possui. O fato de cada pessoa interagir com tantas outras pessoas, todas diferentes entre si em termos de atributos pessoais, necessidades, potencialidades, habilidades, etc. é a base do desenvolvimento de todos para uma vida mais saudável, rica e feliz.
• O EDUCADOR DA CLASSE REGULAR QUE RECEBE UM EDUCANDO PORTADOR DE NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS DEVE PREPARAR OS DEMAIS EDUCANDOS PARA A INCLUSÃO?
Seguiremos o mesmo procedimento de quando vamos receber alguém em nossa casa: avisamos dos hábitos, da rotina, de oferecer ajuda para que a pessoa sinta-se bem, etc... Portanto a classe deverá ser informada de maneira a discutirem o assunto. As crianças em geral não possuem preconceitos pré-estabelecidos ou rígidos. Caso o aluno incluso use cadeiras de rodas, bengala, ou algum outro tipo de apoio, permita que os alunos “experimentem”, questionem, isto facilitará o processo de aproximação tanto do aluno incluso que também vai temeroso como do grupo classe que está “curioso” e cheio de expectativas. Lembrar sempre que o aluno incluso aprenderá como todos, mas precisará as vezes de adaptações e ajuda dos demais.
• COMO O EDUCADOR DEVE FAZER SEU PLANEJAMENTO QUANDO RECEBE EDUCANDOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS?
A proposta educacional atual indica que o professor não é mais um “transmissor do conhecimento”, mas sim “construtor”. Sendo assim, seu planejamento deverá respeitar e se adequar a individualidade dos seus alunos, modificando algumas atividades e estratégias de ensino. Para isso precisa de apoio, tempo destinado a isto, capacitação, desejo de mudança.
• COMO OS EDUCANDOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS SERÃO AVALIADOS NAS CLASSES REGULARES?
Da mesma forma que os demais alunos, mas as estratégias de avaliação, os critérios deverão ser adequados. Do contrário retornaremos a outra forma de exclusão, fracasso escolar e inadequação.
Marcadores:
Educação Especial,
Educação Inclusiva,
Sócio-interacionismo
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
AUTISMO - COMUNICAÇÃO
DICAS DE COMO ESTIMULAR A COMUNICAÇÃO
- Responder a qualquer iniciativa e comunicação
- Apresentar objetos do interesse da criança
- Dar um intervalo de tempo entre mostrar e nomear um objeto.
- Quando fizer uma pergunta, faça perguntas abertas (que não caibam resposta com uma palavra). Tenha paciência para esperar a resposta.
- Utilizar recursos gestuais ou visuais para melhorar a comunicação.
- Utilizar situações naturais e reais para estimular a comunicação.
TRABALHANDO AS EMOÇÕES COM A CRIANÇA AUTISTA
DICAS SOBRE COMO EXERCITAR A LEITURA SOCIAL
- Nomear as emoções na hora que elas acontecem, em situação natural Iniciar com emoções simples como alegria, tristeza, medo e após passar para emoções complexas e mais internalizadas como vergonha e orgulho.
- Criar pequenas estórias onde a leitura social é diferente para as diferentes óticas.
- Estimular empatia (simpatia pelo sentimento dos outros).
- Ensinar qual a resposta emocional apropriada para cada situação.
AUTISMO - ATENÇÃO
ESTRATÉGIAS PARA FACILITAR O COMPARTILHAR DA ATENÇÃO
- Partir de objetos e situações que a criança já mostra interesse para iniciar interação social.
- Utilizar estímulos visuais nas atividades pedagógicas e no dia-a-dia (organizar o horário, mostrar aonde ela vai e o que vai acontecer).
- Estruturar o ambiente de forma que a criança preveja o que se espera dela em cada situação.
- Aproveitar situações e horas naturalmente agradáveis para a criança (banho, comida) para ensinar e trabalhar conceitos.
- Diminuir o tempo que a criança fica sozinha e sem atividade.
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