sábado, 19 de fevereiro de 2011

Avaliação de Alunos Com Necessidades Especiais

ESTADO DE SÃO PAULO - CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO
Resolução de 3-5-2000 aprovada em sessão plenária do Conselho Estadual de Educação, realizada em 29-3-2000, que fixa normas para a educação de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais na educação básica do sistema estadual de ensino.(Proc. 06/0000/2000).
DELIBERAÇÃO CEE Nº 05/00Fixa normas para a educação de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais na educação básica do sistema estadual de ensino.
Art.8° - a avaliação do desempenho escolar dos alunos com necessidades educacionais especiais atendidos nas classes comuns, nas classes especiais e nas escolas especiais, deverá ser contínua e cumulativa, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos.
§ 1º - Essa verificação deve tomar como referência os itens básicos relativos à programação escolar a eles proposta, ser voltada à detecção de qualquer progresso no aproveitamento escolar, visando a constante melhoria das condições de ensino a que eles se acham submetidos.
§ 2º - a avaliação de que trata este Art. deve variar segundo as características das necessidades especiais do aluno e a modalidade de atendimento escolar oferecida, respeitadas as especialidades de cada caso.
§ 3º - Os alunos portadores de necessidades educacionais especiais integrados nas classes comuns estarão sujeitos aos critérios de avaliação adotados para os demais alunos mas com utilização de formas alternativas de comunicação e adaptação dos materiais didáticos e dos ambientes físicos às suas necessidades.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

JÔ SOARES FALA SOBRE SEU FILHO AUTISTA


Do seu primeiro casamento nasceu Rafael, hoje com 38 anos. Quando fala das habilidades do filho, Jô se emociona. Ele toca piano, faz programa de rádio em casa, fala inglês, aprendeu a ler sozinho aos 4 anos de idade. Tem o jeito de andar de bonequinho, o humor e a musicalidade do pai. Sofre do chamado autismo "de alto nível", como o personagem vivido por Dustin Hoffman em Rain Man. Rafael possui uma boa capacidade de comunicação e inteligência, mas tem dificuldades motoras e vive em uma espécie de mundo particular. "Estávamos em uma loja de livros e o Rafinha separou vinte para levar", conta Jô. "Pedi que escolhesse alguns e ele me respondeu: 'Não quero nenhum. Escolher é perder sempre'." Jô lembra-se com desvelo de outras boas sacadas do filho, como quando disse durante uma partida do Fluminense que o grito de guerra das torcidas estava desafinado. "Ele é genial." "O Rafinha é diferente. Mas hoje eu não queria ter um filho diferente dele."

Temple Grandin

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Alfabetizando com música - Aline Barros
A, B, C, D, E, F, G, H,
I ,J, L, M, N, O, P, Q,
R, S, T, U, V, X e Z

Eu já aprendi quer ver?
Vou mostrar pra você,
O alfabeto eu aprendi
Vou cantar pode crer

A, B, C...

O alfabeto eu aprendi
Jesus me deu sabedoria
As letrinhas vou usar
Dia e noite, noite e dia

A, B, C...

1º Passo – Escrever toda a letra da música em um cartaz
2º Passo – Ler com as crianças toda a letra da música
3º Passo - cantar com as crianças, apontando as palavras no cartaz
4º Passo – Copiar a letra da música no caderno
5º Passo – Colorir, no cartaz, as vogais em vermelho ( nesse momento peça para as crianças irem apontando as vogais)
6º Passo – Escolha uma cor para cada aluno e procure colorir no cartaz as letras que formam o nome de cada aluno. Lembre-se, cada aluno terá uma cor. Ele deve apontar as letras que formam o seu nome.
7º Passo – Encerre a atividade cantando mais uma vez a música. Permita que as crianças se movimente e dancem durante a musica.
Bingo do Alfabeto
• Disponibilize o alfabeto disposto em um cartaz e em ordem (de preferência que seja na altura dos olhos dos alunos, escrito em cor vermelho, letra de imprensa minúscula e não coloque desenhos para representar letras, pois não é recomendável).
• Ofereça o alfabeto impresso em folha pra cada aluno e um alfabeto móvel.
• Apresente letra por letra e teste os conhecimentos prévios de seus alunos.
• Aponte no cartaz a letra e diga seu nome, depois peça que os alunos identifique-a em seu alfabeto móvel e repita seu nome.
• Diga uma letra, sem utilizar o cartaz e peça que os alunos identifiquem no alfabeto móvel, depois repita a atividade com cada aluno.

domingo, 9 de maio de 2010

Professor não aprende a avaliar aluno, diz especialista

Pesquisadora da Fundação Carlos Chagas afirma que docentes saem dos cursos de graduação sem formação mínima para entender avaliações e fazer críticas contundentes, usando mais sensibilidade do que conhecimento para avaliar os alunos.

Apenas 1% dos cursos de graduação para professores têm matérias específicas sobre provas e avaliações nacionais, afirma Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas. "O uso de avaliações por parte de professores depende de conhecimento e não do uso 'cego',", salientou, durante palestra na feira Interdidática, ocorrida no final de abril, em São Paulo.

Ela pesquisou os currículos das licenciaturas e cursos de pedagogia brasileiros por meio de dados oficiais divulgados entre 2001 e 2006. A falta de disciplinas sobre avaliação se reflete em como os docentes avaliam seus alunos. Dentre exames feitos por professores e analisados por Bernardete, a pesquisadora afirma ter encontrado "provas incoerentes, feitas 'no joelho', que não foram pensadas com nenhum referencial didático contemporâneo".

Essa falta de formação - tanto para provas escolares quanto para governamentais (como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e a Prova Brasil)- é problemática, pois os docentes "saem sem formação minima para entender as avaliações e fazer críticas fundadas", aponta.

Os profissionais, de acordo com a professora, usam mais a "sensibilidade" do que conhecimentos acadêmicos para avaliar: "Não basta. Precisamos caminhar para ter processos de avaliação desenvolvidos pelo professor", diz.

Na escola
A pesquisadora explica que as avaliações podem alavancar mudanças no dia a dia escolar. Para isso, "é preciso saber fazer e saber ler os dados, interpretar, levantar aspectos pedagógicos, procurar soluções didáticas e mostrar possibilidades de superação de dificuldades pelos meios que dispomos nas escolas", diz.

E isso "bate" na formação docente: em seu estudo, Bernardete constata ainda que, nos cursos que oferecem formação em avaliações, o conteúdo dado trata-se mais de críticas do que de base teórica para entender seu funcionamento. "Os alunos só tem crítica abstrata daquilo que nem conhecem", diz.

Reformulação de currículo
Para resolver o" grande desafio da educação brasileira", segundo aponta a pesquisadora, é preciso que haja uma reformulação do currículo dado nas licenciaturas -tarefa a ser feita pelo governo e pelas universidades. "Nunca tivemos uma política pública da união em relação a aprimorar a formação das licenciaturas e, hoje, estamos numa situação relativamente caótica".

A docente critica a formação a distância, que exige uma alta capacidade de leitura e estudo que nem todos os estudantes têm e diz que os sindicatos deveriam cobrar a qualidade na formação em suas plataformas.

Outro fator apontado é a dificuldade que os graduandos de licenciatura têm em realizar o estágio obrigatório em escolas. "Como você vai fazer estágio de 1ª a 4ª série em curso noturno? Não existe. Eles fingem que fazem estágio... a maioria não faz", conta. Para evitar isso, a pesquisadora aponta que deveria haver mais bolsas para cursos diurnos em vez de noturnos.

Uso de avaliações
A professora diz que a cultura de avaliações começou a ser pensada no final dos anos 80 e se consolidou nos anos 90, enquanto outros países já tinham sistemas avaliativos. Apesar de hoje estarmos além do pensamento de provas como "punição" ou "seleção", a docente diz que as escolas brasileiras ainda usam avaliações apenas como "sinalizadores".

"Precisamos decifrar esses sinalizadores, isso depende de conhecer metodologicamente esses processos. Não estou dizendo de dominar firulas estatísticas, mas a lógica e seus conteúdos, que permitem interpretar esses processos para usá-los em sala de aula".

sábado, 1 de maio de 2010

A Elaboração da Avaliação

Em, primeiro lugar é preciso ter em mente que a avaliação é, antes de mais nada, uma ferramente que o auxiliará a levantar os pontos que precisarão ser melhor trabalhados dentro da sua disciplina. É importante identificar a avaliação como uma ferramente de inclusão do aluno no processo de aprendizagem e não o contrário. Segundo Paulo Ronca (1991), a maioria dos alunos:
Só se estuda se tiver prova.
Só se estuda para a prova
Só se estuda se cair na prova.
Só se estuda o que cair na prova

É muito importante que a avaliação contribua para o desenvolvimento das capacidades do aluno. O ideal é que a avaliação esteja de acordo com a realidade vivenciada em sala de aula. A avaliação não precisa ser nem muito fácil, nem muito difícil, mas que possibilite ao professor uma visão real do que o aluno tem conseguido absorver em suas aulas. Precisa ser realista a ponto de premitir ao professor identificar os pontos que ainda carecem de um trabalho mais reforçado dentro de sua disciplina.

Avaliação: construção ou julgamento?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O IMPACTO TECNOLÓGICO NA EDUCAÇÃO

Clipping Educacional - Agência Brasil
BRASÍLIA- O impacto das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) na educação e a formação dos professores para lidar com essas novas ferramentas são temas debatidos em uma conferência internacional que começou nesta terça-feira (27), em Brasília. O evento é uma parceria entre a representação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, o Escritório Regional de Educação para a América Latina e o Caribe (Orealc/Unesco Santiago), e o Ministério da Educação.
Pela manhã, os participantes do primeiro dia de debates manifestaram preocupação com a complexidade da aplicação das tecnologias da informação na educação. Para o diretor do Orealc, Jorge Sequeira, não basta comprar computadores e permitir o uso dos equipamentos em salas de aula. Também é preciso capacitar professores e integrar a comunidade, de acordo com Sequeira.
- É preciso haver o acompanhamento dos impactos nos ambientes escolares. A Unesco está comprometida em investir e fazer o acompanhamento do governo, dos alunos, dos professores e da comunidade e propor formas para preparar melhor os docentes - destacou.
O representante da Unesco no Brasil, Vicent Defourny, disse que a escola do século 21 é conectada à internet, mas, ao mesmo tempo, precisa ter o foco nas pessoas e não apenas nos meios.
- A sociedade da informação precisa ser uma sociedade do conhecimento. A escola faz parte dessa sociedade do conhecimento. O cidadão deve ser visto não só como um processador da informação, mas um contribuidor da informação - disse.
Defourny ressaltou que, no ambiente escolar, muitas vezes os alunos detêm mais conhecimento sobre as tecnologias de informação do que os próprios professores.
- Hoje de várias formas temos alunos que sabem mais do que seus professores e isso é uma oportunidade de mudança, de transformação dos alunos em contribuidores na aprendizagem - ressaltou.
A Conferência Internacional Impactos das Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação termina nesta quarta-feira (28), na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A proposta dos organizadores é que o evento ocorra anualmente.