quinta-feira, 7 de abril de 2011

EDUCAÇÃO ESPECIAL - TIRA DÚVIDAS




• O QUE É EDUCAÇÃO ESPECIAL?

Educação Especial é uma modalidade de ensino que visa promover o desenvolvimento das potencialidades de pessoas portadoras de necessidades especiais, condutas típicas ou altas habilidades, e que abrange os diferentes níveis e graus do sistema de ensino. Fundamenta-se em referenciais teóricos e práticos compatíveis com as necessidades especificas de seu alunado.

• O QUE É ESCOLA INCLUSIVA?

Na Escola Inclusiva o processo educativo deve ser entendido como um processo social, onde todas as crianças portadoras de necessidades especiais e de distúrbios de aprendizagem têm o direito à escolarização o mais próximo possível do normal. O alvo a ser alcançado é a integração da criança portadora de deficiência na comunidade.

•  QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS RESISTÊNCIAS PARA A INCLUSÃO?

Tanto no âmbito escolar, profissional, familiar como em outros setores, as principais resistências têm como origem o preconceito, a falta de informação e intolerância a modelos mais flexíveis.

O medo do novo, do desconhecido nos educadores tem origem na formação acadêmica a qual não os habilitou para o trabalho com a diversidade, nem tão pouco o engenheiro que projetou um prédio sem rampas, e demais profissões que não preverão uma sociedade para todos.

Durante muito tempo a Educação Especial funcionou com um sistema paralelo e não como parte integrante do sistema geral de educação e ela mesmo foi criando um mito de que é muito difícil trabalhar com o educando portador de necessidades educacionais especiais. Sabemos que não é fácil, mas não exige nenhuma “hiper estrutura” nem nenhum “super educador”.

• QUAIS AS VANTAGENS DA INCLUSÃO PARA UM EDUCANDO SEM DEFICIÊNCIA ESTUDAR JUNTO COM UMA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA?

O desenvolvimento da consciência de cidadania não pode restringir-se à questão de direitos e deveres das pessoas em geral, mas deve abranger as questões referentes aos grupos excluídos ou rejeitados pela sociedade. A escola, enquanto agente que educa crianças, jovens, adultos e idosos, precisa oferecer oportunidades para este tipo mais abrangente de formação de cidadãos. Mais do que isso, a escola precisa oferecer oportunidades de desenvolvimento de comportamento e atitudes baseados na diversidade humana e nas diferenças individuais dos seus alunos.

Quando os educandos dos mais diferentes estilos estudam juntos, podem se beneficiar com os estímulos e modelos comportamentais uns com os outros. O ser humano necessita passar por esse tipo de experiência para se desenvolver integralmente.

A convivência na diversidade humana pode enriquecer nossa existência desenvolvendo, em variados graus, os diversos tipos de inteligência que cada um de nós possui. O fato de cada pessoa interagir com tantas outras pessoas, todas diferentes entre si em termos de atributos pessoais, necessidades, potencialidades, habilidades, etc. é a base do desenvolvimento de todos para uma vida mais saudável, rica e feliz.

•  O EDUCADOR DA CLASSE REGULAR QUE RECEBE UM EDUCANDO PORTADOR DE NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS DEVE PREPARAR OS DEMAIS EDUCANDOS PARA A INCLUSÃO?

Seguiremos o mesmo procedimento de quando vamos receber alguém em nossa casa: avisamos dos hábitos, da rotina, de oferecer ajuda para que a pessoa sinta-se bem, etc... Portanto a classe deverá ser informada de maneira a discutirem o assunto. As crianças em geral não possuem preconceitos pré-estabelecidos ou rígidos. Caso o aluno incluso use cadeiras de rodas, bengala, ou algum outro tipo de apoio, permita que os alunos “experimentem”, questionem, isto facilitará o processo de aproximação tanto do aluno incluso que também vai temeroso como do grupo classe que está “curioso” e cheio de expectativas. Lembrar sempre que o aluno incluso aprenderá como todos, mas precisará as vezes de adaptações e ajuda dos demais.

•  COMO O EDUCADOR DEVE FAZER SEU PLANEJAMENTO QUANDO RECEBE EDUCANDOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS?

A proposta educacional atual indica que o professor não é mais um “transmissor do conhecimento”, mas sim “construtor”. Sendo assim, seu planejamento deverá respeitar e se adequar a individualidade dos seus alunos, modificando algumas atividades e estratégias de ensino. Para isso precisa de apoio, tempo destinado a isto, capacitação, desejo de mudança.

•  COMO OS EDUCANDOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS SERÃO AVALIADOS NAS CLASSES REGULARES?

Da mesma forma que os demais alunos, mas as estratégias de avaliação, os critérios deverão ser adequados. Do contrário retornaremos a outra forma de exclusão, fracasso escolar e inadequação.

terça-feira, 29 de março de 2011

AUTISMO - COMUNICAÇÃO

DICAS DE COMO ESTIMULAR A COMUNICAÇÃO


  •  Responder a qualquer iniciativa e comunicação
  •  Apresentar objetos do interesse da criança
  •  Dar um intervalo de tempo entre mostrar e nomear um objeto.
  •  Quando fizer uma pergunta, faça perguntas abertas (que não caibam resposta com uma palavra). Tenha paciência para esperar a resposta.
  • Utilizar recursos gestuais ou visuais para melhorar a comunicação.
  •  Utilizar situações naturais e reais para estimular a comunicação.

TRABALHANDO AS EMOÇÕES COM A CRIANÇA AUTISTA


DICAS SOBRE COMO EXERCITAR A LEITURA SOCIAL
  •  Nomear as emoções na hora que elas acontecem, em situação natural Iniciar com emoções simples como alegria, tristeza, medo e após passar para emoções complexas e mais internalizadas como vergonha e orgulho.
  •   Criar pequenas estórias onde a leitura social é diferente para as diferentes óticas.
  •   Estimular empatia (simpatia pelo sentimento dos outros).
  •  Ensinar qual a resposta emocional apropriada para cada situação.

AUTISMO - ATENÇÃO

ESTRATÉGIAS PARA FACILITAR O COMPARTILHAR DA ATENÇÃO


  •  Partir de objetos e situações que a criança já mostra interesse para iniciar interação social.

  •  Utilizar estímulos visuais nas atividades pedagógicas e no dia-a-dia (organizar o horário, mostrar aonde ela vai e o que vai acontecer).

  •  Estruturar o ambiente de forma que a criança preveja o que se espera dela em cada situação.

  •  Aproveitar situações e horas naturalmente agradáveis para a criança (banho, comida) para ensinar e trabalhar conceitos.

  • Diminuir o tempo que a criança fica sozinha e sem atividade.

ORIENTAÇÃO PARA CRIANÇAS NÃO AUTISTAS QUE CONVIVEM COM AUTISTAS

   ORIENTAÇÃO PARA CRIANÇAS
 NÃO AUTISTAS QUE CONVIVEM
COM AUTISTAS







Explicar que existem crianças que querem brincar com outras crianças mas que não sabem como fazer isto. Elas não sabem como fazer amigos e não sabem falar muito bem. Por isto elas precisam de ajuda.


 Provavelmente as crianças dirão quem são estas crianças na turma.



 Orientar para caso eles vejam que esta criança está sozinha durante uma atividade ou recreio, podem tentar pegá-la pela mão para trazê-la até o grupo. Mas que é importante ser persistente pois a criança pode não responder prontamente.

 Para brincar com esta criança o ideal é tentar fazer inicialmente a mesma coisa que ela estiver fazendo e aos poucos tentar ir mudando para algo diferente que você quer fazer

 Falar devagar e com frases curtas. Brinque falando o que você está fazendo e o que pretende fazer.

 Oriente a ignorar os comportamentos estranhos como as estereotipias ou os gritos.



http://www.autismo-br.com.br/home/alfabetizacao.htm

MÉTODO TEACCH ( AUTISMO)

MÉTODO TEACCH


No Brasil é muito utilizado o método de ensino TEACCH para trabalhar com crianças autistas. Os propósitos do método são basicamente:

• Habilitar pessoas portadoras de autismo a se comportar de forma tão funcional e independente quanto possível;

• Ensinar coisas funcionais para a criança autista.



Ensinar coisas funcionais para a criança autista é a essência de um trabalho adequado e a

persistência é um grande aliado deste objetivo. As crianças autistas aprendem e entendem melhor vendo do que ouvindo. Por isso, é interessante expô-las ao máximo a esses estímulos.

Fique atenta a estes detalhes:

• É preciso atender prontamente toda vez que a criança autista solicitar e tentar o diálogo, a interação;

• Quando ocorrer de chamar uma criança autista e ela não atender, é necessário ir até ela, pegar sua mão e levá-la para fazer o que foi solicitado.

• Toda vez que a criança conseguir realizar uma tarefa, ou falar uma palavra, ou enfim, mostrar progresso reforçar com elogios.

• Quando se deseja que a criança olhe para o professor, segura-se delicadamente o rosto dela, direcionando-o para o rosto do professor.

• Pode-se falar com a criança, mesmo que seu olhar esteja distante, tendo como meta um desenvolvimento de uma relação baseada em controle, segurança, confiança e amor.

• Se a criança estiver executando uma atividade nova de maneira inadequada, é importante a intervenção rápida do professor, mesmo que para isso seja necessário segurar a mão da criança ou até mesmo dizer-lhe a resposta.



UM EXEMPLO DE SUCESSO NO TRABALHO COM AUTISTA



Um exemplo que podemos citar é Soma Mukhopadhayay, mãe de um garoto

autista, que criou um método pedagógico para estimular o relacionamento do filho com o mundo exterior. Tito é um garoto de 15 anos de idade com todos os sinais clássicos do autismo de baixo funcionamento. A mãe educadora não desistiu, tentou todos os truques que se possa

imaginar para tentar fazer com que o seu filho reagisse. Quando o encontrou olhando fixamente para um calendário, ela apontou para os números, dizendo o nome deles em voz alta. Durante uma semana, antes de completar 4 anos, Tito aprendeu a somar, subtrair e a formar palavras apontando para os números e letras escritas em um quadro.



http://www.autismo-br.com.br/home/alfabetizacao.htm

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sermões e Mensagens: POESIA - CADE A CRIANÇADA?

Sermões e Mensagens: POESIA - CADE A CRIANÇADA?: "(A poesia a seguir é de autoria da minha esposa querida, Sílvia Maia. Vale à pena a leitura destas linhas, que nos fazem refletir e vig..."

sexta-feira, 11 de março de 2011

VISÃO SÓCIO-INTERACIONISTA DO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM




O professor que assume uma visão de ensino aprendizagem, privilegia uma metodologia que favorece a mudança:

• propõe trabalhos ou tarefas cuja resolução seja uma relação de ajuda, que não consista em dar a resposta pronta, mas em saber fazer perguntas desafiadoras e orientadas;

• trata o erro cometido como uma resposta, para a qual a criança não desenvolveu as habilidades suficientes;

• cria alguma forma de observar e avaliar o desenvolvimento potencial;

• trata o conteúdo de cada disciplina como algo de que o aluno deve se apropriar por meio de atividades adequadas, considerando os diversos tipos de interações da criança como meio, seu conteúdo subjetivo, sua história de vida;

• propõe trabalhos diversificados, uma vez que a Zona de Desenvolvimento Proximal pode variar de aluno para aluno;

• enfatiza, enfim, o diálogo, o debate, a troca de idéias, a participação

NÍVEIS DE DESENVOLVIMENTO SÓCIO-INTERACIONISTA (VYGOTSKY)


Para aprendermos algo, temos que estar emergidos em um meio, onde nos possibilite, o contato com aquilo que queremos aprender. “O ser humano cresce num ambiente social e a interação com outras pessoas é essencial ao seu desenvolvimento”. Por isso, Vygotsky dividiu os níveis de desenvolvimento da seguinte forma:

• desenvolvimento real: é o já adquirido ou completado (a criança faz sozinha);

• desenvolvimento potencial: é a capacidade de aprender com ajuda de outra pessoa.

Esta capacidade de aprender, é chamada de Zona de Desenvolvimento Proximal e consiste na distância entre os níveis de desenvolvimento real e o potencial. Cabe ao professor, identificar os dois níveis para ajudar a criança a desenvolver sua potencialidade de aprender, orientando-se pelo nível de desenvolvimento real.
A prática pedagógica é o reflexo do conceito que o professor tem do ser humano, da sociedade, da educação, etc. Assim, a metodologia de alguém que vê o homem como ser passivo, tende a não propor desafios, fornecendo respostas prontas; não estimula a discussão e prefere o silêncio.